Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

VOZ DOS OUVIDORES > iG

Mário Vitor Santos

31/07/2007 na edição 444

‘Um estudo analisou os 25 maiores veículos do mundo na internet para avaliar sua transparência.

Os que têm maior grau de transparência são ‘The Guardian’, em primeiro lugar, ‘New York Times’, em segundo, e, empatados em terceiro, ‘BBC News’, ‘CBS News’, ‘Christian Science Monitor’ e ‘NPR’.

Os que têm o menor grau de transparência são: Al Jazzera English e ITN, em 14º lugar, Time, em 15º, e Sky News, na última posição.

Os critérios utilizados foram uso de correções, propriedade, política de trabalho, política de divulgação e interatividade.

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Daslu (27/07/2007)

O iG estampou ontem na sua capa que a Daslu havia sido vendida. Hoje afirma que foi apenas um acordo para a criação de quatro novas lojas e que o negócio, com a construtora JHSF, ‘não envolve vinculo societário entre as partes’. Quem estava certa a notícia de ontem ou a notícia de hoje? Ou ambas estão certas? O leitor não sabe.

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Nostalgia (26/07/2007)

Impressiona a sucessão de comentários e notícias animadas com a demonstração de força do novo ministro da Defesa Nelson Jobim. Sempre que há uma crise, aparecem jornalistas cobrando mão forte. O presidente Lula percebeu o movimento, deu o recado, o novo ministro ouviu e saiu repetindo que agora tudo vai mudar. A idéia de que a democracia e o debate são inoperantes cresceu mais um pouco. Há quem cobre ainda mais autoridade, ou seja quem peça a convocação de um executivo com plenos poderes para reorganizar todo o setor aéreo. Ao ministro Waldir Pires, opositor de Antonio Carlos Magalhães, coube o papel de fraco, carapuça que os meios de comunicação lhe deram e que ele aceitou. A crise caminha para uma trégua.

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De jornalista a jornalista (25/07/2007)

O ombudsman foi procurado por um jornalista que reclamou da omissão do nome das agências de notícias usadas nas reportagens do iG. A pedido do internauta, o seu nome e o da agência foram omitidos. Veja abaixo a mensagem:

‘Trabalho em uma agência de notícias e tenho uma reclamação. O Último Segundo usa informações nossas e de outras agências e coloca ‘Redação com agências’, quase desmerecendo nosso trabalho. Admito que há informações de agências que não devem ter o nome do repórter citado, devido ao chamado ‘cozido’ de todas as agências juntas, AE, AFP, REUTERS, EFE. Mas poderia especificar, no pé da matéria, as agências usadas, como faz o estadão.com.

Só gostaria de dizer que agências também têm que ter reconhecimento e os sites, que dispõem de mais espaço, não deveriam seguir o modelo adotado por alguns jornais que apenas dão crédito a determinada agência quando a notícia é exclusiva ou bem consolidada, usada na íntegra’

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Ao iG o que é do iG (25/07/2007)

Uma das chamadas da capa do iG ontem foi ‘EUA, Irã e Iraque decidem formar comitê de segurança’. O texto traz informações importantes sobre movimentações nas relações entre os três países. A notícia deu trabalho aos jornalistas que recolheram esses dados, bem como às agências de notícias que distribuíram o material, e ao editor do iG que reuniu as diversas informações em uma reportagem consolidada. Entretanto, o crédito da reportagem é genérico: ‘Redação com agências internacionais’. Na verdade, esta é uma fórmula que serve para diversos textos e dá menos trabalho ao redator. Desse jeito, as ‘agências’ viram um conjunto, embora elas sejam muitas e até bem diferentes entre si.

O iG paga pelo direito de receber e usar as reportagens de quinze agências, sendo seis internacionais. Citar o nome da fonte é, além de uma atitude de respeito ao jornalista ou à agência que produziu a informação original, uma maneira importante de informar o leitor. Não se pode dizer que uma notícia que venha da agência pública inglesa BBC tenha a mesma a mesma qualidade, nem o mesmo enfoque do que uma procedente da agência espanhola Efe ou da norte-americana Associated Press.

A partir daí, o leitor pode tentar identificar interesses, manipulação da informação ou preconceitos envolvidos, além de detalhes de qualidade e rigor em relação ao tratamento da notícia. Quem trabalha com o assunto sabe que esse lado técnico (de apuração, checagem, redação) é muito relevante. Por isso, o iG deve, sim, usar o material das agências, mas com critério, de maneira crítica, distanciada.

O Manual de Redação do Último Segundo (a área noticiosa do iG), aliás, é claro sobre a atribuição dos créditos no material publicado: ‘Todos os textos precisam estar creditados, seja à pessoa ou à instituição que o produziu (sic). Se houver ajuda de um terceiro profissional ou de texto de outra fonte noticiosa (como as agências), esta informação deve ser inserida no crédito. Exemplo: Fulano de Tal com Agência Brasil’.

O manual não prevê o crédito ‘redação com agências internacionais’ nem o ‘redação com agências’. A solução, então, é simples: informar de onde procedem as informações. Cumprir o que manda o Manual do Último Segundo.

A resposta do Último Segundo

Procurado pelo ombudsman, o Último Segundo respondeu, por meio da editora Mariana Castro, que concorda com o internauta e passará a citar o nome de todas as agências usadas. Veja a íntegra da resposta:

‘Quando o Último Segundo usa informações de várias agências na mesma notícia – editada, consolidada – há o uso do crédito ‘Redação com agências’ ou ‘Redação com agências internacionais’. Concordamos com o leitor e vamos adotar o padrão para que mesmo em casos como estes, os editores indiquem no final da reportagem todas as agências usadas na publicação da nota. A regra será inserida no nosso Manual de Redação, que hoje cita apenas casos em que o editor aproveita informações de uma agência e assina: Fulano de tal com Agência Brasil, por exemplo.’

Mariana Castro, editora do Último Segundo’

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