Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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VOZ DOS OUVIDORES >

Paulo Verlaine

21/10/2008 na edição 508

‘O portal do O POVO na Internet faz alterações e apresenta-se com visual inovador. O texto de apresentação na sexta-feira (17) celebra o acontecimento. Matéria sobre a mudança foi publicada também na edição deste sábado (‘O POVO online de cara nova’, página 13, Fortaleza, com direito à chamada de primeira página).

Mas alguns internautas não aprovaram o novo formato do site e disseram, em telefonemas a este ombudsman, que preferiam o modelo anterior.

Na verdade, no modelo antigo o internauta, além de ter as notícias atualizadas em tempo real, tinha condições também de ver todo o conteúdo do jornal impresso em dois sistemas: na própria página do Portal, quando clicava, no chamado menu de canais vertical, em ‘Jornal O POVO’; e ainda no chamado programa Virtual Paper ou Reader Web, aquele que mostra o jornal aberto e onde se ouve até o ruído das folhas quando se muda as páginas (que podem ser ampliadas separadamente, facilitando a leitura).

Agora, o internauta só pode acessar todas as matérias da edição impressa no programa Reader Web. O menu, que agora é horizontal, mostra apenas os destaques das diversas editorias (manchetes de páginas). Para quem estava acostumado com o modelo anterior, a consulta pode ser complicada. No canto direito da página do O POVO online, aparece a primeira página do jornal em tamanho pequeno com um aviso, quase escondido: ‘O POVO digital. Leia aqui’.

Miguel Ângelo de Azevedo (Nirez) foi um dos que me mandaram e-mail reclamando e dizendo que não estava conseguindo ver a seção ‘Um dia como hoje’, que mostra destaques do O POVO ‘há 80 anos’, ‘há 50 anos’ e ‘há 20 anos. ‘Agora, Nirez só poderá ver a seção ‘Um dia como hoje’ se clicar no Virtualpaper (Reader Web).

CONSULTA MAIS DIFÍCIL

Mas a queixa maior diz respeito às edições anteriores. No design antigo isto era facilmente acessado pelo internauta, que bastava clicar ‘edições anteriores’ no menu vertical. Aparecia um calendário e o interessado escolhia dia, mês e ano da consulta, desde 2001 até a edição do dia. Em questão de segundos, se tinha todas as matérias da edição à disposição do internauta.

Leitor aplaude

Mas nem todos criticaram o novo Portal. Joaquim Lucas Júnior, por exemplo, cumprimentou o jornal: ‘No dia em que amanheço feliz com o aniversário do Fortaleza Noventão, recebo com alegria e surpresa o novo portal do jornal do meu coração. Os cearenses, sobretudo nós interioranos, estão orgulhosos com a riqueza da página, agora com a praticidade de uma leitura detalhada do principal matinal do Estado, unanimidade entre os que apreciam a boa leitura. Os Srs Dummar, o Dr. Paulo (Sarasate) e sua esposa, lá de cima, estão rindo, e nós, os humildes leitores, batendo palmas e apostando mais do que nunca no jornalismo sério, comprometido com a verdade, que é o papel da imprensa. Parabéns’.

‘Aleluia, Aleluia’

Leitores foram surpreendidos com o texto da nota ‘Aleluia, aleluia’ na Coluna Vale-Tudo, do jornalista Alan Neto (edição de 12/10, página 2): ‘Nem Roseno, com discurso de velho. Muito menos Adahil, vice-fona da campanha. Tampouco Aguiar Júnior, cara manjada. A maior revelação da eleição acabou sendo o pastor Neto, quarto colocado, pregando a Bíblia, provando a força dos evangélicos. Aleluia!’

Fica a impressão de que o colunista escreve o que vier na cabeça, sem se preocupar em checar nada. Se ficasse apenas no terreno das opiniões, tudo bem. Mas a coisa complica quando Alan Neto começa a atropelar fatos. Resultado de eleição, inclusive. De onde o colunista tirou que o pastor Neto foi o quarto colocado na eleição para prefeito de Fortaleza? O quarto foi Renato Roseno (PSol). O pastor Neto, o quinto. Até este sábado, o jornal não havia feito nenhuma retificação no ‘Erramos’.

Dia das crianças

No Dia da Criança, O POVO deu continuidade à política da Chefia de Redação de fazer intervenções em diferentes editorias com matérias especiais alusivas às datas comemorativas. Onze crianças (entre meninas e meninos) escreveram matérias abordando pessoas e temas ligados a essas editorias.

Alguns textos podem ser considerados bons, outros deixam muito a desejar. Uma leitora ligou indignada, pensando, ao referir-se a uma das matérias, que se tratava de trabalho de uma jornalista. Ela não notou o aviso acima: ‘Meu dia de repórter’. Depois que lhe expliquei que se tratava de uma criança de 12 anos a raiva da leitora aumentou. Seria o momento de a Chefia de Redação fazer reflexão sobre como agir nas próximas ocasiões? As matérias não deveriam ter sido copidescadas? As inovações são bem-vindas, mas, às vezes, podem não ter o efeito desejado.

Baladeira

No dia anterior, sábado (11/10), O POVO trouxe a matéria ‘Barbie, Max Steel, e ainda o pião’ (Capa do Vida & Arte). É correto o jornal recomendar baladeira como opção de brinquedo para o Dia das Crianças? Além de ser usado para matar passarinhos (crime ambiental), o artefato pode também matar – ou cegar – pessoas. É uma arma perigosa, uma vez que, com baladeira, são arremessadas pedras, bolas de gude (bilas) e até pedaços de ferro ou chumbo.

Regina Ribeiro, editora-assistente do Vida & Arte, diz que ‘a idéia da matéria do Vida & Arte de sábado não é vender brinquedos, mas mostrar como as crianças se comportam, como o desejo das crianças está ligado a esses brinquedos. Mas também como os brinquedos mais antigos ainda conquistam as crianças. Estão no título justamento para mostrar isso’.

– Tudo bem, mas o jornal mostrou opção de preço (R$ 1,00 a baladeira). Isto não pode induzir pais a comprar o tal brinquedo?’

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