Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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VOZ DOS OUVIDORES >

Paulo Verlaine

25/11/2008 na edição 513

‘Recebemos dos repórteres Tiago Coutinho e Pedro Rocha, entrevistadores do ator e diretor de teatro Antonio Abujamra (O POVO, 10/11), os seguintes esclarecimentos:

‘A recepção contrária à entrevista vem apresentando como argumentação que a matéria está recheada de palavrões e de situações de vexame para os repórteres. Sim, esses dois elementos existem. Agora, o que não concordamos é que isso tenha acontecido por fragilidade e inexperiência dos repórteres. Se alguém se aventurar a fazer uma rápida pesquisa no Google, perceberá que entrevistas ‘polêmicas´ com Abujamra são freqüentes. A situação de encenação de Abujamra não foi exclusiva para os repórteres do O POVO, mas um episódio rotineiro, o que acalenta a sua personalidade ambígua.

Talvez se trate de um estilo de vida adotado pelo ator: o de estar enganando a todo instante e não saber se fala sério ou brincando. É um enigma. Tivemos a intenção de deixar isso bem claro no abre da entrevista. E não apenas no abre, mas nas retrancas como ‘humor’ e ‘greve de respostas’, além do título que expõe a dialética que permeia a entrevista. Era uma tentativa de equilíbrio entre oposições como o velho e o novo, a serenidade e a arrogância, o erudito e o ‘baixo calão’.

Tudo isso não vemos como gratuito. Ele, com certeza, nos massacra, mas, ao mesmo tempo, está mexendo com os brios da mídia e dos leitores. Com relação aos palavrões, ainda, parece ser pura hipocrisia. O leitor se choca quando lê um ‘vai tomar no c.’, mas não percebe problemas quando escuta da boca de outras pessoas, de crianças, ou muitas vezes da sua própria boca. Se não houvesse os palavrões, não seria Abujamra.

Abujamra tenta massacrar todos aqueles que passam pelo seu programa. Existe uma hierarquia posta entre entrevistado e entrevistador. É claro que nós, jornalistas, não devemos temer nossas fontes; mas, no caso de Abujamra, é bem diferente. Essa entrevista não é uma regra a ser seguida, mas uma exceção permitida. Quando expomos o nosso medo, é um momento de sinceridade. Se não for permitida a sinceridade do jornalista à sua fonte, eu não sei o que será de nosso jornalismo.

Abujamra, talvez, seja quem melhor explique a publicação. Durante a entrevista, ele revela um plano maquiavélico (bem ou mal intencionado?) por trás de seus impropérios. E para não perder o costume das citações, seguem suas próprias palavras: ‘Não façam perguntas em que as respostas sejam definitivas. Nada o que eu falo é definitivo. Eu idolatro a dúvida. Não dá. Você acha que eu vou falar claro e eficiente para os jornais, respondendo às perguntas? Não falo! Perguntam se eu odeio, eu respondo: odeio. Eles publicam: ‘O Abujamra odeia’. Aí, no outro jornal, eu respondo: eu adoro. Aí o pessoal publica: ‘O Abujamra adora’’.

‘Fairplay’

A diretora-executiva da Fundação Demócrito Rocha, Albanisa Lúcia Rocha Dummar: tem a seguinte opinião: ‘Paulo, concordo quanto ao abuso no uso de palavrões no texto, embora os mesmos tenham saído da boca do entrevistado. O leitor poderia sim, ter sido poupado com iniciais e reticências, como de praxe. Agora, a meu ver, os repórteres teriam se intimidado, caso tivessem recuado ante a agressividade do entrevistado, mas pelo contrário, bombardearam o entrevistado com perguntas de pronto. Nas entrelinhas, levaram no maior fairplay…’

Portal

O Portal O POVO Online continua a ser objetos de muitas reclamações de leitores e internautas. Tenho recebido e-mails de pessoas que sentem dificuldades em acessar as matérias que saem na edição impressa ou, mesmo utilizando o Virtual Paper, não conseguem tirar cópias das notícias, o que era bastante fácil no modelo antigo.

No menu não consta uma editoria das mais importantes, a de Opinião. O internauta que pretende ler um dos artigos tem que recorrer ao O POVO digital (outro programa, o Virtual Paper) e, mesmo assim, fica impossibilitado de tirar cópia.

Eis algumas opiniões sobre o Portal:

Robert Paula Gouveia: Sou leitor assíduo do jornal desde a infância, antes na versão impressa, e mais recentemente na versão eletrônica. Gostaria nesse sentido, de externar minha opinião acerca das mudanças ocorridas na versão eletrônica, recentemente ocorridas.

Devo dizer inicialmente, que a mundança se deu para pior. Não se tem mais acesso à muitas matérias da versão impressa, sem falar que as matérias veiculadas chegam truncadas ou incompletas.

Se o objetivo é fomentar a venda da versão impressa, devo dizer que a resposta (ao menos desse leitor) será negativa. Acostumado que sou ao jornal eletrônico, o máximo que vai acontecer é mudar de órgão de informação (o Diario do Nordeste continua com sua versão eletrônica sem cortes), uma vez que atitudes dessa natureza são extremamente antipáticas ao cliente. Ademais é pouco inteligente a estratégia dessa natureza, pois diminuem os acessos à versão eletrônica e cai a perspectiva futura da mídia do futuro (pra não dizer do presente), isto é , O POVO vai na contramão da história. Fica a sugestão para o retorno imediato da antiga versão, ou as minhas definitivas despedidas’.

Diatahy B. de Menezes (professor universitário e membro do Conselho Editorial do O POVO): A mixórdia do Portal do Povo online continua a encher a paciência do pesquisador: desde seu surgimento, nunca mais conseguir retirar qualquer texto de lá. Abra essa página e veja com seus olhos como a Barra de Menus sequer prever o de Opinião, por exemplo. É estranho!

Uyara B. Sena: Acesso o site desde que era o Noolhar e acompanho as mudanças gráficas, padrões etc.O que sempre foi prejudicado e complexo foi o sistema de busca e agora não consigo de jeito nenhum encontrar as edições anteriores. Todo jornal tem um calendário pra que o leitor encontre por data e agora não temos mais essa opção.Como resolver? Gostaria que fosse mudado, mas pra melhor…’

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