Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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VOZ DOS OUVIDORES >

Plínio Bortolotti

01/02/2005 na edição 314

‘O que mais mobilizou os leitores esta semana foi o Festival Vida & Arte, promovido pelo O Povo, realizado pelo Instituto Albanisa Sarasate, e organizado pela empresa VC Eventos, entre os dias 19 e 23 deste mês.

Foram basicamente dois tipos reclamação recebidas.

1) O jornal teria feito ‘autopromoção exagerada’ na cobertura das atividades do evento, deixando em segundo plano outras informações importantes.

2) Crítica a aspectos da organização: um leitor reclama do atraso para o início de uma peça; outro, morador das proximidades do local onde foi realizado o festival, queixou-se do barulho, que o teria incomodado.

Por partes.

1) Quanto à cobertura do O Povo, fala a o diretor-executivo da Redação, Arlen Medina: ‘A cobertura foi na exata medida do porte do Festival (…) O jornal foi um reflexo do que aconteceu no Centro de Convenções durante os cinco dias do evento (…) Não poderíamos ter tido nenhuma linha, ou foto, a menos do que foi efetivamente publicado – do contrário não estaríamos mostrando a profusão, a multidiversidade, a celebração cultural presentes na segunda edição deste Festival, que entrou para o calendário de eventos do País’.

Comenta a editora-chefe Fátima Sudário: ‘(A cobertura) foi equivalente ao tamanho do evento e sua capacidade de mexer com a cidade. (…) o jornal continuou com o seu noticiário e acrescentou mais notícias do Festival’.

O que eu acho.

A) A cobertura pautou-se por critérios jornalísticos; entendo ter havido algum exagero em algumas capas, especialmente na edição 21/1.

B) o leitor não teve prejuízo nas demais informações, pois foi criada uma editoria especial para cuidar do Festival, de forma a não atrapalhar a cobertura normal.

C) O jornal divulga todos os eventos culturais importantes, incluindo aqueles em que há interesse direto de meios de comunicação concorrentes.

D) Não só O Povo, mas todos os meios de comunicação fazem cobertura mais intensa dos eventos que promovem. Nesta questão, talvez caiba o questionamento: é legítimo isso? O que o leitor acha? Qualquer resposta, terá de valer para toda a mídia, começando pelo maior conglomerado de comunicação do País: a Rede Globo.

2) Sobre a organização do Festival fala Valéria Cavalcante, diretora da VC Eventos.

Valéria reconhece que houve atraso na apresentação da peça A Casa dos Budas Ditosos (no dia 21). Ela diz que a produção da atriz Fernanda Torres alegou ‘problemas técnicos’, assumiu a responsabilidade pelo atraso, e desculpou-se com o público. Fora isso, Valéria afirma que foram ‘poucos problemas e reclamações, considerando-se a magnitude do evento’.

Quanto ao barulho, Valéria disse que a organização não recebeu nenhuma notificação do órgão da Prefeitura responsável pelo assunto (Semam) e nem queixa direta de moradores vizinhos da área onde se realizou o evento.

A diretora da VC pede para anotar que o Festival Vida & Arte é ‘único no mundo’, com cerca de mil eventos e 16 ‘núcleos’ (música, oficinas, palestras, teatro, gastronomia, dança, artesanato, cultura popular…), tendo a participação de um público de ‘milhares de pessoas’ nos cinco dias da sua realização.

Sobre essas questões, só posso expor as críticas e as explicações, deixando o julgamento por conta dos leitores e daqueles que compareceram ao Festival.

RIO SÃO FRANCISCO

Não é só a transposição que causa polêmica. Também a forma de se referir a ela. Escreve-me o leitor J.D. Castro: ‘Não existe nem nunca existirá a `transposição´ do rio São Francisco. O verbo transpor indica tirar, transportar de um local para outro… Portanto não se poderá transpor o rio São Francisco de um lugar para outro’. O certo diz, seria ‘transposição das águas’. Argumento que no caso, ‘as águas’ estaria subentendido. Castro insiste dizendo que a forma proposta por ele é a mais adequada, mas afirma que vai ‘submeter a questão ao professor Pasquale’. Peço também socorro a alguém mais próximo de nós, o excelente professor Myrson Lima.

JORNALISTA AMEAÇADO 1

O jornalista Lúcio Flávio Pinto, 54 anos, editor do Jornal Pessoal, de Belém, foi violentamente agredido no dia 21 deste mês, por Ronaldo Maiorana, diretor do grupo que edita o diário O Liberal, no Pará, também proprietário de uma emissora de TV afiliada à Rede Globo. O fato aconteceu na presença de testemunhas, num restaurante de Belém. Maiorana ameaçou o jornalista de morte e teve ajuda de dois seguranças para espancá-lo. O empresário respondeu a socos um artigo publicado pelo jornalista em seu informativo, criticando o grupo de comunicação de propriedade da família Maiorana.

JORNALISTA AMEAÇADO 2

O assunto teve pouca repercussão na imprensa. Caso envolvesse algum jornalista do Sul ou Sudeste, haveria escândalo. Ou não. Quando o agressor é um poderoso empresário de comunicação e o agredido ‘apenas’ um jornalista. No Observatório da Imprensa (25/1) o caso pode ser conhecido em detalhes (www.observatoriodaimprensa.com.br).’

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