Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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CADERNO DO LEITOR >

Rita Celia Faheina

20/10/2009 na edição 560

‘‘Exita’ que palavra é essa? Não encontrei qualquer referência em dicionários de Língua Portuguesa’. O leitor reclama é do erro que foi publicado na matéria ‘Vovô corre pelo título’, que saiu na página 14 (GOL!) da edição do O POVO da última terça-feira, 13. Não foi a única reclamação da troca do verbo HESITAR por EXITAR. Outros leitores ligaram ou enviaram emails citando também outras palavras escritas, no jornal, de forma errada ou que não existem no nosso Português.

O leitor Daniel Moreira cita, além da grafia incorreta do verbo ( ‘…os jogadores do Ceará não EXITAM em afirmar que o time tem como nova meta na Série B do Brasileiro..’ ao invés de ‘HESITAM’ ) a palavra LUAL no lugar de LUAU que, segundo anotou, por mais de uma vez foi escrita erroneamente em matérias do jornal. ‘Isso sem falar em alguns erros de digitação, outros de revisão, e agora a pior parte: muitos erros pela completa falta de conhecimento da grafia correta’, diz o leitor por email.

Celso Martins Rodrigues, outro leitor, acrescentou : ‘Considerando até que a intenção fosse afirmar a empolgação e excitação dos jogadores o correto seria EXCITAM e não EXITAM como foi divulgado no texto’. Na edição seguinte (última quarta-feira, 14), no caderno GOL! Foi publicado o ‘Erramos’ com a grafia correta do verbo.

Outros leitores têm reclamado de palavras que são criadas e passam a fazer parte do vocabulário do O POVO como a coluna do jornalista Lúcio Brasileiro. O Lúcio já explicou, nesta coluna (publicada no dia 2 de maio passado), que ele escreve em seu espaço de forma muito pessoal. Redige o que pensa e, com 53 anos de jornalismo, segue sua trilha, expressa sua opinião. Quer dizer, não vai mudar.

Porém, cria palavras ou não pontua de acordo com as regras gramaticais, fatos que são motivos de reclamação dos leitores que dizem não entender muitas de suas notas. Eu, por exemplo, muitas vezes leio, releio, volto a ler uma nota para, só assim, entender. Vejam exemplos de palavras inexistentes: ‘Mais do que colunista, sou um textista, lavrando textos mais enxutos da imprensa mundial. E, senduvidamente, atravesso fase mais brilhante da minha ainda curta carreira.’ (edição do dia 12 passado). SENDUVIDAMENTE inexiste na nossa Língua Portuguesa, assim como DISGOSTANTE na frase usada pela colunista: Velhice irremediável e disgostante ( pág. 26 do último domingo).

Outra palavra, entre muitas que ele cria e já faz parte do seu dicionário é ANFITRIOLA que não consta nos dicionários de Língua Portuguesa. O correto é ANFITRIÃ ou ANFITRIOA. Muitos criticam o colunista também com relação à pontuação dos textos, pois é capaz de escrever uma nota inteira sem um ponto e negligencia com relação às vírgulas o que dificulta a compreensão do leitor.

A professora de Língua Portuguesa Ana Cristina Lima diz que não critica o gênero textual produzido pelo colunista Lúcio Brasileiro porque ainda não conseguiu identificá-lo. ‘O jornal é um portador de inúmeros gêneros textuais, muitos dos quais não conseguimos classificar’. É certo que esses gêneros precisam ser escritos levando-se em conta a língua padrão ou norma culta, pois devem ser claros, objetivos e não utilizar palavras ou expressões que gerem no leitor qualquer dúvida ou má interpretação, lembra a professora. ‘Talvez os colunistas sociais se enquadrem num novo tipo de gênero (Um gênero que, além de informar sobre alguns fatos e pessoas, tem um teor às vezes, crítico, permeado de humor e ironia!)’.

Ana Cristina diz compreender a preocupação dos professores, escritores e jornalistas acerca da manutenção da forma culta, ou melhor, da variedade padrão da língua. Mas é preciso primeiro entender ou identificar o gênero textual produzido, para depois falar do que é adequado ou não no uso daquele gênero. ‘Ao considerarmos O POVO como um jornal que preza pela democracia, é necessário que haja espaço para as nossas variedades linguísticas’.

Concordo que O POVO preza pela democracia, mas o jornal tem a função de educar e não se pode abrir mão de redigir os textos seguindo as nossas regras gramaticais, mesmo os colunistas sociais com seus ‘estilos próprios’.

Parabéns e um lembrete

Este foi o título do email enviado, na última quarta-feira, 14, pela leitora Nartinelli Almeida de Andrade. Ela parabeniza pelas edições de sábado, 10, do Jornal do Leitor e do último domingo do O POVO, que divulgaram matérias escritas por crianças e entrevistas feitas com meninas e meninos. ‘Foi muito bom ver repórteres de O POVO recordando fatos de sua infância’. O repórter ( não todos) assinou um ponto de vista na página relatando fatos de quando era criança. Nartinelli, no entanto, faz uma cobrança: ‘Se conseguiram tão bem fazer essas reportagens e artigos com as crianças, porque continuamos sem o Clubinho? Sem dúvida os futuros leitores do O POVO têm muito a escrever. Eles merecem um espaço só deles’.

O suplemento infantil, que deixou de circular no dia 15 de fevereiro deste ano, iria completar 10 anos este mês. Muitos ainda reclamam porque O POVO suspendeu o caderno e não reestruturou como fez com o Buchicho. Vez em quando um leitor me pergunta quando o caderno voltará a circular. O POVO, pelo que sei, ainda não definiu essa data.’

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