Terça-feira, 23 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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VOZ DOS OUVIDORES >

Rita Célia Faheina

03/02/2009

‘Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história’. (Bill Gates)

‘Uma vez, a editora-assistente do Núcleo de Cultura e Entretenimento do O POVO, Regina Ribeiro escreveu, num artigo, que gostava mais de ler do que de comer. Muitos podem ter ficado assustados com a declaração, mas quem é devorador de livros concordou. Eu não digo deixar de comer, mas quantas vezes, para terminar uma boa história, altas horas da madrugada, não fui incontáveis vezes à pia para lavar o rosto. Para quem tem esse vício saudável, a leitura nos envolve de tal forma que a gente acaba deixando mesmo de lado necessidades básicas: esquece a fome e segura o sono enquanto pode.

Pois bem, esse hábito que se torna tão essencial em nossas vidas me veio na mente quando vi, na edição do Clubinho de domingo passado, crianças apaixonadas pela leitura como os irmãos Iago e Ana Iara que curtem Histórias em Quadrinhos (HQs) e dois outros irmãos, Gabriel e Ariel, que leram a coleção completa do Ceará e os Cearenses (entre eles Jovita Feitosa, Pinto Martins, Zé Pinto, Bárbara de Alencar) e ainda tiveram a oportunidade de conversar com os autores Jansen e Baby Viana. Lamentei o espaço mínimo que o Caderno, direcionado ao público infantil (estimado até 12 anos), dispõe para as matérias que poderiam ser muito mais exploradas como forma de incentivar os meninos e meninas.

Com certeza, as crianças das duas matérias tiveram o incentivo do pai e da mãe (ou de uma pessoa bem próxima) para se tornarem leitores habituais. Acho que o jornal tem o mesmo papel. Não só as crianças, mas principalmente os adolescentes e jovens que, atualmente, estão muito mais ligados no bate-papo pela Internet , nas mensagens eletrônicas. E deixam até de escrever corretamente, criam códigos, abreviam as palavras ou as escrevem de forma errada. Basta prestar atenção nas conversas via MSN ou pelos sites de relacionamentos com o orkut, por exemplo. Não quero negar a importância da informação eletrônica. De jeito nenhum.

Pois é para este jovem leitor que o jornal precisa direcionar um espaço de leitura interessante. Lembro de projetos editoriais do O POVO destinados prioritariamente para a juventude: primeiro a página denominada Tribo e depois o Caderno (em forma de tablóide) batizado de Demais, cujas matérias enfocavam temas gerais, mas de interesse dos jovens. O Demais deixou de circular no fim dos anos 90. E, de lá pra cá, nenhum outro Caderno o substituiu. Atualmente, temos o Buchicho Teen. Mas, segundo alguns leitores, seria preciso um espaço para discussão de temas como a saúde, a educação, a política, não só a diversão.

Uma professora universitária que ligou no começo da semana (passada) para discutir esse tema, falou da necessidade do O POVO repensar um projeto editorial direcionado aos adolescentes e jovens: ‘Algo que chame à leitura dos jovens, principalmente os universitários. Como atrair esses leitores?’, disse. Ela até sugeriu que fosse motivo de discussão, esse ano, dos editores e do Conselho de Leitores. A sugestão foi encaminhada.

Endereços eletrônicos

Alguns leitores, entre eles, o professor Eduardo Diatahy e Saulo Tavares, da Sociedade Israelita do Ceará, enviaram e-mails ou ligaram reclamando da falta de divulgação dos endereços eletrônicos das pessoas que escrevem artigos (articulistas) e dos colaboradores do Jornal do Leitor. Dizem que, com a divulgação dos e-mails, fica mais fácil o contato direto com o autor dos artigos e também sugerem que, na página do O POVO na Internet (www.opovo.com.br) também seja feito o mesmo.

A diretora executiva da Redação, Fátima Sudário, diz que a orientação é para que os colaboradores do O POVO, inclusive os das páginas de Opinião, tenham seus e-mails divulgados abaixo do texto. Mas quando há uma solicitação expressa do articulista para que seu contato não seja divulgado, os editores atendem. A editora do Jornal do Leitor, Jacqueline Costa diz também que, sempre quando autorizados pelos autores dos textos, seus e-mails são divulgados. Caso não haja a divulgado do endereço eletrônico, o leitor pode entrar em contato através do e-mail: opiniao@opovo.com.br

Futebol apaixonante

Este título não é de minha autoria, apesar de concordar com ele. É do editor-adjunto do Núcleo Cotidiano, Paulo Rogério. Diante dos telefonemas e e-mails de torcedores do Ceará Sporting Club e do Fortaleza Esporte Clube reclamando que O POVO não dá o espaço devido a cada um dos times pedi explicações ao Paulo e ele me enviou a resposta que publico na íntegra para tirar dúvidas dos torcedores alvinegros e tricolores:

‘Todos os dias saem matérias tanto do Ceará quanto do Fortaleza. Todos os dias um repórter vai para Porangabuçu, campo do Ceará, e outro para o Pici, campo do Fortaleza. Devido à rivalidade entre as duas torcidas, temos a obrigação de dar diariamente noticias das duas equipes. É rotina da editoria há muito tempo. Obviamente, cada clube tem o espaço que merece de acordo com a importância jornalística do dia. Geralmente o que for mais impactante, será a manchete da contra-capa, lugar nobre da edição.

Há um histórico de rivalidade entre torcedores, onde a imprensa acaba sendo acusada de proteger este ou aquele time. Se voce critica o Leão é porque torce para o Ceará. Se é o contrário, a análise é a mesma. Na verdade, o futebol é um tema apaixonante e que muitas vezes as pessoas perdem a razão.

Fazemos um jornalismo esportivo de critica, de análise. Procuramos apontar os erros, as contradições dos dirigentes, o dia-a-dia dos jogadores e técnicos. Tem leitor que aprecia esta posição, outros não..A grande maioria tem aprovado nossa linha de atuação’.’

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