Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

VOZ DOS OUVIDORES > O POVO

Rita Celia Faheina

08/12/2009 na edição 567

‘O POVO publicou na última sexta-feira, duas páginas com questões para testar o conhecimento dos estudantes que iriam fazer as provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), marcadas para este fim de semana & neste sábado (5) e neste domingo (6), no período da tarde. Só que ocorreram problemas na publicação, motivo de reclamações de leitores, inclusive de vários professores, que apontaram erros como a falta de duas das questões anunciadas no título, incorreções no gabarito e a ausência das respostas de alguns itens da prova simulada.

O título (pág. 28, Economia, Especial Emprego) informava que eram ‘30 questões para o Enem’, mas faltavam as de números 28 e 29. Da questão 27 pulava para a de número 30. No entanto, as duas que deixaram de ser publicadas faziam parte do gabarito. Os itens da prova simulada eram sobre conhecimentos nas áreas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias. O teste, segundo informava na matéria, tinha sido elaborado pelos professores do Colégio Tiradentes Shopping Avenida, que tiveram como base as questões divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Porém foram encontrados erros na publicação. A questão de número 22 (Matemática e suas tecnologias) dizia o seguinte: ‘Na planilha de previsão orçamentária de uma empresa para certo mês, consta um total de gasto equivalente a R$ 216.000. Deste total ½ destina-se ao pagamento de funcionários; ¼ a pagamento de impostos e 1/6 a gastos com documentação. O restante, que se destina às despesas miúdas, é de.. ‘ Foram dadas quatro opções: (A) & R$ 108.000; (B) R$ 54.000; (C) 36.000; (D) R$ 18.000 e (E) R$ 16.000. Ora, o leitor fazendo as contas, facilmente vai descobrir que a resposta é a opção (D) R$ 18.000, mas no gabarito publicado na mesma página (29) a resposta publicada era a alternativa (A).

Na questão de número 24, também de Matemática, nas cinco opções de (A) a (E), só foram publicadas as respostas das alternativas (A), (B) e (C). No gabarito, a resposta correta era dada como a opção (D). Como o leitor iria saber que foi essa alternativa correta se não publicaram a resposta? Em vez de ‘ajudar os estudantes neste desafio’, como dizia na matéria, o simulado especial de véspera do Enem fez foi confundir os alunos inscritos nas provas. Depois de receber várias reclamações, enviei e-mail para a editora do Núcleo de Negócios, Neila Fontenele, na tarde da última sexta-feira, perguntando o que tinha ocorrido, por que faltaram questões e qual a explicação para os erros, mas não obtive resposta até o horário que encerrei esta coluna, na manhã de ontem. Também não foi publicada nenhuma explicação (Erramos) aos leitores na edição deste sábado, 5, o que foi uma falha do jornal, pois se tratava de um teste importante para aqueles que se preparavam para o Enem.

ERREI

Peço desculpas aos leitores pelos erros cometidos nesta coluna com relação ao município de Barro, localizado na Região do Cariri. Para quem não lembra ou não leu, recordo o que informei. Disse que a cidade de Barro tem uma área total de 709 mil e 655 quilômetros quadrados, segundo o Anuário do Ceará 2009-2010. Está incorreto. A área do município tem uma extensão de 709,655 quilômetros quadrados, de acordo com o Anuário do Ceará, elaborado por O POVO.

Os leitores Airton Nogueira, Ireleno Benevides e Samuel Alencar me chamaram atenção para o erro. Samuel Alencar até disse, em e-mail, que ‘se a área total do Ceará é de 146 mil e 348 quilômetros quadrados, como o município de Barro pode ser sete vezes maior que o Ceará? E se o Brasil inteiro tem oito milhões e meio de quilômetros quadrados, então Barro seria mais ou menos um décimo do tamanho do Brasil’.

O economista e doutor em Geografia Humana, Ireleno Benevides observou, além da incorreção quanto à área do município, o fato de ter citado a palavra ‘cidade’. Ele explica a diferença entre cidade e município. A primeira palavra não é sinônimo da segunda. Todo município é dividido em vários distritos e cada distrito tem um nome. Existe o distrito sede que é chamado de cidade, informa Ireleno, porque é um centro urbano com um maior número de serviços e de habitantes. Nessa área fica instalada a prefeitura municipal. Além da cidade e distritos existem, no município, os povoados e vilas.

Dilapidar ou delapidar?

O leitor Sebastião César Aguiar Vale, editor da Gazeta do Centro-Oeste em Crateús, informou que tanto faz escrever DILAPIDAR como DELAPIDAR. A referência foi feita porque citei, na coluna do último domingo, que tinha sido publicado o verbo de maneira errada em matéria do O POVO. DELAPIDAR quando o correto é DILAPIDAR. A pesquisa do leitor foi feita, segundo ele, no dicionário Michaelis que inclui as duas versões com o mesmo significado – estragar, arruinar, demolir, (fig) gastar desmedidamente, desperdiçar, esbanjar.

Consultei o professor de Língua Portuguesa, Myrson Lima, e ele ensina que o correto é escrever DILAPIDAR. A grafia certa do verbo consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP, 5ª edição, 2009) elaborado pela Academia Brasileira de Letras (ABL) que, inclusive, foi publicado de acordo com as novas regras ortográficas.’

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