Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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IMPRENSA EM QUESTãO >

Rui Araujo

20/03/2006 na edição 373

‘Hoje, revelo uma parte da profícua e peculiar correspondência dos leitores.

Desde que assumi o cargo de provedor do Público recebi duas cartas anónimas e 394 mensagens electrónicas com críticas, sugestões e, por vezes, alguns pedidos curiosos ou dramáticos.

É um balanço sumário, mas que retrata de alguma forma o país que somos.

As aflições

Está em tribunal, no caso em Odemira, o processo de averiguação para se saber se a minha mãe tem direito a pensão pela morte de meu pai. Meus pais não eram casados embora tivessem vivido maritalmente quase 60 anos. Um ‘casamento’ mais sólido de que muitos casamentos. Qualquer vizinho, do mais novo ao mais idoso, pode atestar esta veracidade. A pensão de meu pai era de, creio eu, 250 euros. O que me aconselha o senhor provedor?, quer saber Maria da Graça Gama.

Transmiti a correspondência à secção Sociedade do Público.

As solicitações sucederam-se ao longo destes 71 dias.

Veio uma senhora solícita explicar-me que a razão de a minha Internet não funcionar se devia ao modem e que o mesmo iria ser substituído. Fiquei à espera mais duas semanas e, depois de mais reclamações, enviaram-me uma mensagem em que me diziam que tinha de esperar pois não havia modems em stock para substituir. Ora, como pago por transferência bancária, cancelei de imediato o último pagamento, mas pergunto: e tudo aquilo que paguei sem beneficiar do serviço, foram pelo menos três meses, como vai ser? Sou reformado com uma pensão de 345 euros, tenho 69 anos e seria a primeira vez na vida que me aconteceu pagar para nada, diz José Neves, reformado, 69 anos.

Comuniquei a situação do leitor/consumidor à respectiva empresa.

Gostaria que me aconselhasse relativamente ao meu futuro profissional. Estou um pouco preocupado com a actual situação do jornalismo português e receio que a minha chegada a Portugal signifique estar algum tempo parado. Além disso gostaria de saber qual é a melhor forma de passar por outra redacção internacional, de preferência europeia, pergunta Vitorino Coragem, um leitor do Público que reside no Brasil.

Outra mensagem enviada ao provedor por… e-mail.

Recebi, há poucos dias, uma carta ‘prioritaire’ (leia-se ‘em correio azul’), remetida de França. O preço do selo era de espantar: 0,55?. Dois dias depois, enviei a resposta à referida carta, adoptando o mesmo género de opção: correio azul, remetido ao expedidor, pelo qual paguei 1,75?. Mesmo serviço, mesma distância… Preço proporcional aos nossos mais elevados salários, certamente! Ainda para cúmulo, o documento que enviei, uma certidão de nascimento, pela qual eu pagara, na conservatória, 15?, ter-me-ia sido entregue gratuitamente na França, segundo me informara o consulado.

Não me resta senão perguntar: será lógico ganharmos menos e pagarmos mais pelo mesmo serviço? Isso só se justificaria se os intervenientes portugueses no processo fossem mais bem remunerados que os franceses… Mas tal não se verifica… Para onde vai, então a diferença? Será a tinta do carimbo?, interroga Adriano Silva (Sever do Vouga), que conclui: A bem da nação… para mal dos nossos pecados.

As propostas

Venho, por este meio, sugerir ao jornal Público a continuidade da colecção Mil Folhas.

Após dois anos a ler todos os livros da colecção, sinto já algum vazio depois de semanas a ir comprar o jornal e não ter um livro para trazer.

Devo dizer que a colecção Mil Folhas foi muito importante para mim. Primeiro porque me deu um leque muito variado de escritores e de estilos de escrita e, segundo, porque o seu baixo preço permitiu-me comprar um livro todas as semanas.

A colecção foi para mim não só um guia, mas um caminho de aprendizagem e prazer.

Perdoem-me estas patéticas intimidades, confessa o leitor Ricardo Barros.

A colecção Mil Folhas (cem livros e mais de cinco milhões de exemplares vendidos) foi um sucesso.

Solicitei um esclarecimento à responsável do departamento de Marketing Extensão de Marca do jornal.

A colecção Mil Folhas acabou, mas o Público continua a lançar outros produtos não só na área da literatura como também da arte, música, banda desenhada, cinema, etc.

A nível da literatura, por exemplo, lançámos a Colecção Romances Históricos (12 obras de qualidade que podiam ter feito parte da Colecção Mil Folhas), e que recomendamos aos nossos leitores, respondeu Sílvia Cereja.

O que se segue são meras sugestões estéticas ou estilísticas:

1. Os títulos das secções usam um tipo de letra ou ‘fonte’ muito negro e pesado; na minha opinião, não combina com o estilo mais elegante e esguio usado no resto do jornal.

2. Por vezes são feitas citações de textos longos. Apesar de essa porção de texto vir em itálico, seria mais agradável repetir a abertura de aspas no início de cada parágrafo. Ajudaria a lembrar o leitor que ainda está a ler a citação, propõe João Ferreira.

O provedor comunicou a observação do leitor a Sónia Matos, directora de arte do Público.

Tomo a liberdade de lhe vir apresentar duas sugestões que, segundo o meu ponto de vista, são de interesse público, pese embora o facto de anteriormente ter apresentado algumas sem que tenha obtido resposta e/ou acolhimento.

Uma refere-se à qualificação como deputado, que o Público e outros jornais dão àqueles que a Constituição e a Lei designam como ‘membros’ da Assembleia Municipal. Na minha opinião, estarão a incorrer em erro. Outra, esta de muito maior importância e interesse público, prende-se com a proposta de Lei 49 X para alteração da Lei do Acesso aos Documentos Administrativos (LADA). Parece-me que esta proposta não foi objecto de notícia do Público, nem de qualquer análise.

Termino com o pedido de desculpas por esta chatice e com votos de boa e útil investigação, conclui António Chaveiro.

O leitor tem parcialmente razão. ‘O Direito de Acesso aos arquivos e registos administrativos, consagrado no artigo 268.º n.º 2 da Constituição, com o consequente princípio da Administração Aberta, está regulado na Lei de acesso aos documentos administrativos (LADA)’ é, obviamente, uma questão importante.

O Público noticiou a apresentação do projecto de lei, a constituição da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos – CADA, etc.) e dará aos seus leitores conta dos desenvolvimentos – quando os houver.

As críticas

Antes de mais, quero apresentar-lhe os meus melhores cumprimentos, manifestando-lhe, ao mesmo tempo, a minha admiração pela forma como atende as questões que os leitores atentos lhe têm colocado.

Se bem escrever obriga, necessariamente, a uma correcta pontuação, nem sempre este jornal, bem como, aliás, toda a concorrência, assim o tem praticado.

Atente-se na manchete do Público, do passado domingo, 19 de Fevereiro:

O que quererá dizer: ‘… considera em entrevista que Fátima…’?

Não faz qualquer sentido, como o constatará qualquer leigo em matéria de Língua Portuguesa!…

Bem escrito seria: ‘… considera, em entrevista, que Fátima…’, escreve José Rito.

É uma questão de vírgulas, mas o leitor tem razão.

Este é um excerto do artigo publicado no Público de 28 de Fevereiro de 2006 com o título ‘Autópsia não determinou causa da morte de transexual’:

‘Que poderá ir até a um máximo de três anos de reclusão em regime fechado, mas apenas se o crime subjacente prever uma pena superior a oito anos de cadeia (o que apenas se verifica se a autópsia determinar que a intervenção dos jovens foi causa directa da morte da vítima).’

Creio que há alguns erros de português que necessitam de correcção. Um deles e o seguinte: ‘prever’ conjuga-se como ‘ver’ (Dicionário dos Verbos Portugueses da Porto Editora), devendo o seu futuro do conjuntivo escrever-se ‘previr’ e não ‘prever’, como está escrito no artigo, explica Joaquim Manuel Matos.

É uma questão de conjugação, mas o leitor tem razão.

A edição onde pode encontrar a palavra ‘pervenção’ em letras garrafais é a de 22 de Fevereiro, caderno Local, pág. 59.

Por hoje, segue apenas mais um reparo a um erro que começa a vulgarizar-se.

Escreve o director do Público, no seu editorial de 22/2: ‘Ainda para mais um inútil [David Irving] sem qualquer credibilidade que entretanto até já se havia retratado [sic] dos disparates proferidos ainda o Muro de Berlim estava de pé.’

Ora, está bom de ver que ninguém se ‘retrata’ de disparates…

Se se retractarem, vá que não vá, diz Fernando Gonçalves, da Praia da Tocha.

É uma questão de gralhas e de erros, mas o leitor tem razão.

Confrontado com os pertinentes reparos, só posso concluir que as gralhas e os erros não poupam nada nem ninguém, nem as ‘letras garrafais’ nem os directores.

Post-scriptum

Tenho gostado da sua inflexibilidade perante os jornalistas e o director. Pergunto: O seu emprego de provedor vai durar muito tempo?, pergunta Rui G. Moura.

O receio implícito do leitor é injustificado.

‘O provedor é nomeado pelo prazo de um ano, renovável por idêntico período, pela Direcção do jornal após parecer favorável do Conselho de Redacção’ e o mandato ‘só cessa antes do período estatuído: a) por impossibilidade prolongada (superior a 45 dias) do exercício de funções; b) por vontade expressa do próprio’, estipula o Livro de Estilo.

O meu ‘emprego de provedor vai durar muito tempo’ ou, pelo menos, mais nove meses.

Mas, independentemente dos preceitos legais mencionados, deixo aqui claro que acredito que ao instituir o cargo de provedor, o Público – director, coordenadores, editores, jornalistas e Conselho de Redacção – o fez por convicção, e não para salvaguardar as aparências. O Público não parece só ser um jornal independente. É-o de facto.’

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Rui Araujo

20/03/2006 na edição 373

‘Hoje, revelo uma parte da profícua e peculiar correspondência dos leitores.

Desde que assumi o cargo de provedor do Público recebi duas cartas anónimas e 394 mensagens electrónicas com críticas, sugestões e, por vezes, alguns pedidos curiosos ou dramáticos.

É um balanço sumário, mas que retrata de alguma forma o país que somos.

As aflições

Está em tribunal, no caso em Odemira, o processo de averiguação para se saber se a minha mãe tem direito a pensão pela morte de meu pai. Meus pais não eram casados embora tivessem vivido maritalmente quase 60 anos. Um ‘casamento’ mais sólido de que muitos casamentos. Qualquer vizinho, do mais novo ao mais idoso, pode atestar esta veracidade. A pensão de meu pai era de, creio eu, 250 euros. O que me aconselha o senhor provedor?, quer saber Maria da Graça Gama.

Transmiti a correspondência à secção Sociedade do Público.

As solicitações sucederam-se ao longo destes 71 dias.

Veio uma senhora solícita explicar-me que a razão de a minha Internet não funcionar se devia ao modem e que o mesmo iria ser substituído. Fiquei à espera mais duas semanas e, depois de mais reclamações, enviaram-me uma mensagem em que me diziam que tinha de esperar pois não havia modems em stock para substituir. Ora, como pago por transferência bancária, cancelei de imediato o último pagamento, mas pergunto: e tudo aquilo que paguei sem beneficiar do serviço, foram pelo menos três meses, como vai ser? Sou reformado com uma pensão de 345 euros, tenho 69 anos e seria a primeira vez na vida que me aconteceu pagar para nada, diz José Neves, reformado, 69 anos.

Comuniquei a situação do leitor/consumidor à respectiva empresa.

Gostaria que me aconselhasse relativamente ao meu futuro profissional. Estou um pouco preocupado com a actual situação do jornalismo português e receio que a minha chegada a Portugal signifique estar algum tempo parado. Além disso gostaria de saber qual é a melhor forma de passar por outra redacção internacional, de preferência europeia, pergunta Vitorino Coragem, um leitor do Público que reside no Brasil.

Outra mensagem enviada ao provedor por… e-mail.

Recebi, há poucos dias, uma carta ‘prioritaire’ (leia-se ‘em correio azul’), remetida de França. O preço do selo era de espantar: 0,55?. Dois dias depois, enviei a resposta à referida carta, adoptando o mesmo género de opção: correio azul, remetido ao expedidor, pelo qual paguei 1,75?. Mesmo serviço, mesma distância… Preço proporcional aos nossos mais elevados salários, certamente! Ainda para cúmulo, o documento que enviei, uma certidão de nascimento, pela qual eu pagara, na conservatória, 15?, ter-me-ia sido entregue gratuitamente na França, segundo me informara o consulado.

Não me resta senão perguntar: será lógico ganharmos menos e pagarmos mais pelo mesmo serviço? Isso só se justificaria se os intervenientes portugueses no processo fossem mais bem remunerados que os franceses… Mas tal não se verifica… Para onde vai, então a diferença? Será a tinta do carimbo?, interroga Adriano Silva (Sever do Vouga), que conclui: A bem da nação… para mal dos nossos pecados.

As propostas

Venho, por este meio, sugerir ao jornal Público a continuidade da colecção Mil Folhas.

Após dois anos a ler todos os livros da colecção, sinto já algum vazio depois de semanas a ir comprar o jornal e não ter um livro para trazer.

Devo dizer que a colecção Mil Folhas foi muito importante para mim. Primeiro porque me deu um leque muito variado de escritores e de estilos de escrita e, segundo, porque o seu baixo preço permitiu-me comprar um livro todas as semanas.

A colecção foi para mim não só um guia, mas um caminho de aprendizagem e prazer.

Perdoem-me estas patéticas intimidades, confessa o leitor Ricardo Barros.

A colecção Mil Folhas (cem livros e mais de cinco milhões de exemplares vendidos) foi um sucesso.

Solicitei um esclarecimento à responsável do departamento de Marketing Extensão de Marca do jornal.

A colecção Mil Folhas acabou, mas o Público continua a lançar outros produtos não só na área da literatura como também da arte, música, banda desenhada, cinema, etc.

A nível da literatura, por exemplo, lançámos a Colecção Romances Históricos (12 obras de qualidade que podiam ter feito parte da Colecção Mil Folhas), e que recomendamos aos nossos leitores, respondeu Sílvia Cereja.

O que se segue são meras sugestões estéticas ou estilísticas:

1. Os títulos das secções usam um tipo de letra ou ‘fonte’ muito negro e pesado; na minha opinião, não combina com o estilo mais elegante e esguio usado no resto do jornal.

2. Por vezes são feitas citações de textos longos. Apesar de essa porção de texto vir em itálico, seria mais agradável repetir a abertura de aspas no início de cada parágrafo. Ajudaria a lembrar o leitor que ainda está a ler a citação, propõe João Ferreira.

O provedor comunicou a observação do leitor a Sónia Matos, directora de arte do Público.

Tomo a liberdade de lhe vir apresentar duas sugestões que, segundo o meu ponto de vista, são de interesse público, pese embora o facto de anteriormente ter apresentado algumas sem que tenha obtido resposta e/ou acolhimento.

Uma refere-se à qualificação como deputado, que o Público e outros jornais dão àqueles que a Constituição e a Lei designam como ‘membros’ da Assembleia Municipal. Na minha opinião, estarão a incorrer em erro. Outra, esta de muito maior importância e interesse público, prende-se com a proposta de Lei 49 X para alteração da Lei do Acesso aos Documentos Administrativos (LADA). Parece-me que esta proposta não foi objecto de notícia do Público, nem de qualquer análise.

Termino com o pedido de desculpas por esta chatice e com votos de boa e útil investigação, conclui António Chaveiro.

O leitor tem parcialmente razão. ‘O Direito de Acesso aos arquivos e registos administrativos, consagrado no artigo 268.º n.º 2 da Constituição, com o consequente princípio da Administração Aberta, está regulado na Lei de acesso aos documentos administrativos (LADA)’ é, obviamente, uma questão importante.

O Público noticiou a apresentação do projecto de lei, a constituição da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos – CADA, etc.) e dará aos seus leitores conta dos desenvolvimentos – quando os houver.

As críticas

Antes de mais, quero apresentar-lhe os meus melhores cumprimentos, manifestando-lhe, ao mesmo tempo, a minha admiração pela forma como atende as questões que os leitores atentos lhe têm colocado.

Se bem escrever obriga, necessariamente, a uma correcta pontuação, nem sempre este jornal, bem como, aliás, toda a concorrência, assim o tem praticado.

Atente-se na manchete do Público, do passado domingo, 19 de Fevereiro:

O que quererá dizer: ‘… considera em entrevista que Fátima…’?

Não faz qualquer sentido, como o constatará qualquer leigo em matéria de Língua Portuguesa!…

Bem escrito seria: ‘… considera, em entrevista, que Fátima…’, escreve José Rito.

É uma questão de vírgulas, mas o leitor tem razão.

Este é um excerto do artigo publicado no Público de 28 de Fevereiro de 2006 com o título ‘Autópsia não determinou causa da morte de transexual’:

‘Que poderá ir até a um máximo de três anos de reclusão em regime fechado, mas apenas se o crime subjacente prever uma pena superior a oito anos de cadeia (o que apenas se verifica se a autópsia determinar que a intervenção dos jovens foi causa directa da morte da vítima).’

Creio que há alguns erros de português que necessitam de correcção. Um deles e o seguinte: ‘prever’ conjuga-se como ‘ver’ (Dicionário dos Verbos Portugueses da Porto Editora), devendo o seu futuro do conjuntivo escrever-se ‘previr’ e não ‘prever’, como está escrito no artigo, explica Joaquim Manuel Matos.

É uma questão de conjugação, mas o leitor tem razão.

A edição onde pode encontrar a palavra ‘pervenção’ em letras garrafais é a de 22 de Fevereiro, caderno Local, pág. 59.

Por hoje, segue apenas mais um reparo a um erro que começa a vulgarizar-se.

Escreve o director do Público, no seu editorial de 22/2: ‘Ainda para mais um inútil [David Irving] sem qualquer credibilidade que entretanto até já se havia retratado [sic] dos disparates proferidos ainda o Muro de Berlim estava de pé.’

Ora, está bom de ver que ninguém se ‘retrata’ de disparates…

Se se retractarem, vá que não vá, diz Fernando Gonçalves, da Praia da Tocha.

É uma questão de gralhas e de erros, mas o leitor tem razão.

Confrontado com os pertinentes reparos, só posso concluir que as gralhas e os erros não poupam nada nem ninguém, nem as ‘letras garrafais’ nem os directores.

Post-scriptum

Tenho gostado da sua inflexibilidade perante os jornalistas e o director. Pergunto: O seu emprego de provedor vai durar muito tempo?, pergunta Rui G. Moura.

O receio implícito do leitor é injustificado.

‘O provedor é nomeado pelo prazo de um ano, renovável por idêntico período, pela Direcção do jornal após parecer favorável do Conselho de Redacção’ e o mandato ‘só cessa antes do período estatuído: a) por impossibilidade prolongada (superior a 45 dias) do exercício de funções; b) por vontade expressa do próprio’, estipula o Livro de Estilo.

O meu ‘emprego de provedor vai durar muito tempo’ ou, pelo menos, mais nove meses.

Mas, independentemente dos preceitos legais mencionados, deixo aqui claro que acredito que ao instituir o cargo de provedor, o Público – director, coordenadores, editores, jornalistas e Conselho de Redacção – o fez por convicção, e não para salvaguardar as aparências. O Público não parece só ser um jornal independente. É-o de facto.’

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