Terça-feira, 25 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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VOZ DOS OUVIDORES >

Tânia Alves

Por Carlos Castilho em 13/10/2015 na edição 872

Muito se tem escrito sobre a necessidade de o jornalismo impresso se pautar pelo aprofundamento dos assuntos frente a velocidade e explosão de conteúdo disponibilizado pela Internet. É tempo, dizem os especialistas, de olhar as notícias como ferramenta e fonte de conhecimento. Portanto, encontrar narrativas robustas, planejadas e projetar impactos de conteúdos específicos passam a ser importantes em jornal. Na semana que passou, no entanto, O POVO perdeu uma ótima oportunidade, de agregar valor e ampliar informações, na cobertura da sessão do Tribunal de Contas da União (TCU) que rejeitou, por unanimidade, as contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff (PT). O conteúdo foi publicado na edição de quinta-feira passada (8/10), na editoria Política. A notícia foi manchete do jornal (ver fac-símile).

 

Naquele dia, faltou fôlego para matéria mais potente sobre o que virá após a derrota acachapante do governo no TCU. A decisão do Tribunal não é terminativa; ela depende ainda de avaliação do Congresso Nacional, que pode aprovar ou rejeitar as contas. Embora a coluna Política daquele dia tenha feito uma análise consistente, dentro do espaço que lhe cabia, suprindo um pouco a lacuna do que está por vir, o conteúdo principal do dia não foi capaz de deixar o leitor informado sobre os passos seguintes dos trâmites para aprovação ou rejeição das contas. Deixou de contextualizar que aquele momento já vinha de desdobramentos anteriores, a partir de decisões da Câmara dos Deputados, que já havia examinado contas de ex-presidentes para limpar o caminho e focar nas despesas de Dilma. Também não aprofundou quanto à decisão do TCU, que, embora seja considerada um passo para embasar um provável processo de impedimento da presidente, seu uso para este fim está muito longe de ser um consenso entre os juristas. Somente no dia seguinte, sexta-feira última (9/10), o jornal foi capaz de fazer uma análise mais robusta. Mas, como o fato era do dia anterior, a matéria só mereceu uma chamadinha no rodapé da Capa.

AMPLIAR HORIZONTES

A cobertura da votação do TCU foi um contraste com o conteúdo publicado no O POVO.dom, do domingo passado (3/10). A reportagem nas páginas 6 e 7 (ver fac-símile), que também resultou na manchete do jornal, dava o tom de como seria a semana que se iniciava para a presidente a partir de dados consistentes, passando pela sessão do TCU, impugnação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apreciação dos vetos pelo Congresso Nacional. Conseguiu oferecer subsídios para que o leitor acompanhasse com interesse os acontecimentos. Inclusive com resumo dos principais fatos que marcaram os primeiros meses do conturbado segundo mandato da presidente Dilma.

Em resumo, no primeiro caso, a cobertura falhou ao deixar de olhar para dados do passado para uma contextualização, assim como descartou apontar para o futuro. Escorregou em não dar ao leitor a diversidade de informação para ampliar o horizonte da notícia factual, como ocorreu na cobertura do O POVO.dom.

EMAILS INOPERANTES

Na segunda-feira passada (5/10), leitor procurou a ouvidoria para reclamar do fato de tentar entrar em contato com dois colunistas do O POVO pelos emails disponibilizados no cabeçalho das colunas – fabiocampos@opovo.com.br e waltergomes@opovo.com.br – e não conseguir. “Os emails (da empresa O POVO) dos colunistas Walter Gomes e Fábio Campos não funcionam. Na mensagem de resposta, diz que não existem”. Em setembro último, outro leitor já havia encaminhado a mesma queixa para a ombudsman. “Os emails (dos colunistas) não funcionam ou não existem. Então, qual o motivo de ter o email no cabeçalho de suas matérias?”, questionou.

Nas duas ocasiões em que recebi a observação, enviei a queixa dos leitores para a Redação no comentário interno. Numa delas, também encaminhei pedido de solução para o problema. Nunca recebi retorno, embora seja constrangedor para uma empresa de comunicação quando um leitor não consegue entrar em contato com o corpo de funcionários dela. Pior ainda quando a tentativa ocorre por um dos meios mais eficientes e que está disponibilizado para contato. Na quinta-feira passada, enviei mensagem eletrônica para os dois colunistas no endereço indicado no jornal. O conteúdo retornou para a minha caixa de mensagem. Enviei, então, pedido de explicação para a chefia de Redação. De novo, ficou sem resposta.

Quando se coloca o endereço eletrônico dos colunistas do O POVO no cabeçalho de apresentação das páginas, não é para ser somente de enfeite. Ele deve funcionar como um canal de comunicação com o público a quem a mensagem se destina. Deixar o leitor sem resposta, com mensagens voltando, é uma falta de atenção sem tamanho. Além disso, mostra desconsideração para com ele.

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