Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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VOZ DOS OUVIDORES >

Tânia Alves

Por Carlos Castilho em 01/03/2016 na edição 892

O leitor do O POVO está habituado a ler coberturas consistentes de celebração da vida para anunciar a morte de algum personagem que tenha deixado um legado. Por isso, estranha quando não encontra o conteúdo como está acostumado. Foi o que ocorreu com a notícia da morte do escritor e ensaísta italiano Umberto Eco, publicada na edição do dia 20/2 na editoria Mundo (ver fac-símile). Um leitor redigiu correspondência eletrônica para reclamar da reportagem que anunciava morte do intelectual, feita a partir de textos disponibilizados por agências de notícias (empresas que distribuem informações da fonte para os veículos de comunicação).

Após ressaltar que a capa do jornal apresentava uma chamada com destaque (estava na dobra de cima com uma foto do escritor), ficou decepcionado com o teor publicado na página. Ele destacou que o material não mereceu atenção do editor. Segundo o leitor, a matéria reiterava jornalismo simples e que se repete em todo lugar nos dias de hoje. “Atordoa a pobreza do textinho – claramente apenas recortado, copiado, mexido, colado a partir de breves excertos produzidos mundo afora, desde a Europa, e, depois, contagiados, plagiados em inúmeras publicações”, escreveu, completando que a “riqueza, grandeza, mérito notabilíssimos do grande pensador Umberto Eco” foram ignorados pelo editor da matéria.

FALTOU COBERTURA AMPLA

Considero pertinente a reclamação do usuário de notícia, mas é necessário esclarecer como se dá o uso de texto de agências. O POVO tem contrato com prestadoras deste serviço; portanto, pode usar qualquer texto ou imagem produzido e deixado à disposição por elas. Nada de errado em utilizar este tipo de material. Porém, considero que Umberto Eco merecia uma cobertura mais firme. Naquela edição, apenas um texto principal e um quadro Saiba Mais, sobre a vida e a obra do ensaísta, destacavam o assunto. A notícia disputava espaço com outras três notas de origem internacional. Nada de repercussão local.

Na segunda-feira passada, 22/2, o Vida & Arte, publicou matéria redigida por repórter da casa e ponto de vista. Mas o conteúdo veio escondido no rodapé de página em forma de secundária. Nada que tivesse impacto de um desenho mais trabalhado, como é muito comum por aqui em temas do tipo. Basta lembrar a cobertura para a morte do roqueiro David Bowie, em 12 de janeiro passado, com direito a uma bela apresentação na capa do Vida & Arte e página interna completa. O escritor Umberto Eco era um destacado nome da cena intelectual. Deveria ter recebido uma homenagem mais ampla e estável.

PARTICIPAÇÃO FALHA NA TV O POVO

Na segunda-feira passada, 22/2, uma telespectadora que acompanha o programa Trem Bala, na TV O POVO, ligou para a ouvidoria para se queixar da dificuldade de entrar em contato com a produção do programa nos últimos dias. “Os dois telefones disponíveis permanecem ocupados. Eles (apresentadores do programa) têm grande audiência. Precisam de um contato mais eficiente”, disse. Informou que anteriormente era fácil dar opinião durante a apresentação do programa, que vai ao ar de segunda a sexta, às 12 horas.

O protesto dela não foi o único que recebi. No dia 15 de fevereiro passado, outra pessoa entrou em contato para tratar da mesma questão. Ele também queria dar opinião durante o Trem Bala. “Eu tenho direito de participar. É democrático. Tenho direito de externar a minha opinião. E ela está sendo tolhida”. Ele disse que a chamada era desviada.

Quando recebi a primeira reclamação, há 14 dias, apresentei a queixa no comentário interno, que envio diariamente para os funcionários da empresa. No relatório, solicitei explicação para repassar ao telespectador, pois é óbvio que, numa empresa de comunicação, a interação com o usuário de notícias deve ser feita de forma rápida e eficiente. Parece que o pedido da ouvidoria não foi levado em consideração. Nenhuma resposta foi passada para a ombudsman. Quando enviei o segundo relato, há sete dias, lembrei que aquele comentário dialogava com o enviado anteriormente. Mais uma vez, recebi o calado como resposta.

Desta vez, pedi uma explicação oficial para apresentar na coluna. Recebi do editor-chefe do Núcleo de Esportes, Fernando Graziani, o seguinte comentário: “O programa Trem Bala, da TV O POVO, possui três vias de comunicação direta: o endereço eletrônico trembala@tvopovo.com.br; telefones fixos (3366 3770, 3366 3776 e 3255 6127) e o WhatsApp da Redação (99219 7605). O coordenador do programa, Eudes Brasil, acompanha essa interação de perto. Todas as vias estão funcionando corretamente, tanto que, por edição, dezenas de mensagens são lidas e fotos de telespectadores exibidas, iniciativas que fazem parte do carro-chefe da atração. Evidente que, pelo próprio acúmulo do dia, muitas ficam de fora, mas seguimos estimulando que todos enviem seus recados. É importante lembrar que muitas mensagens com ofensas pessoais e xingamentos passam pelo crivo editorial e nem são repassadas ao apresentador Alan Neto.”

Quando o usuário de notícias, de impresso, rádio, TV ou portal, entra em contato com a empresa, é porque deseja contribuir. É lógico que é preciso fazer a triagem, especialmente, nesta área, que é regida pela paixão. No entanto, se o canal foi colocado à disposição, é para funcionar. O telespectador deve ser ouvido e receber retorno. Ao não conseguir se comunicar, é natural que ele se irrite e reivindique o seu direito.

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