Notícia do site R7 na terça-feira (7/6):“Em cinco anos, PM de São Paulo mata mais que todas as polícias dos EUA juntas.” Entre 2005 e 2009, foram mortas em confrontos com a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) 2.045 pessoas. O número corresponde aos casos registrados como resistência seguida de morte. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública e foram apreciados pela Ouvidoria da Polícia. Ou seja, no mesmo período, a PMSP matou 6% mais que toda polícia estadunidense.
Segundo a Anistia Internacional, entre 1999 e 2004, houve quase 10 mil mortes de pessoas pelas polícias do RJ e SP. Numa comparação, o Brasil possui 191 milhões de habitantes e os EUA cerca de 300 milhões. Portanto, a população estadunidense é maior e sua polícia mata menos. Por meio desses números conclui-se: matar não é sinônimo de eficiência. Negros e pobres são as maiores vítimas da polícia.
Policiamento preventivo
O que é preciso fazer para melhorar a ação da polícia e diminuir as mortes? Melhorar treinamento, salário, seleção, métodos de investigação de quem deseja ingressar nela e formação dos policiais. É o caso de se ensinar cidadania e conteúdos humanísticos. É preciso punir maus agentes e combater a corrupção dentro da própria corporação policial. Isso é tarefa dos superiores hierárquicos e da corregedoria.
Violência deve ser combatida de forma inteligente. É ir além da ação policial. São indispensáveis políticas públicas de combate à miséria e ao desemprego nas áreas pobres. Ninguém nega que violência é fruto da exclusão social, da falta de perspectiva de vida, da desestruturação familiar e da ausência de justiça social. São ações, portanto, que cabem ao poder público. Na verdade, o melhor remédio para a violência são as políticas inclusivas, bem como o respeito aos direitos do cidadão pela polícia. É fundamental também o policiamento preventivo e comunitário. Afinal, isso é oferecer à população melhor condição e qualidade vida. Tudo isso junto com a sociedade civil. Sem isso, é pura retórica.