Saiu neste ano na Espanha um precioso livrinho com o intrigante título Yo no vengo a decir un discurso (Mondadori, Barcelona, 2010) com uma seleção de orações pronunciadas pelo Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez ao longo de sua vida.
São 22 discursos, o primeiro de 1944, no Liceo Nacional de Varones de Zipaquirá, quando tinha 17 anos, o último de 2007. Um exercício autobiográfico, em espanhol ainda mais delicioso, que em breve também poderá ser degustado e desfrutado em vernáculo (Não vim fazer discurso, Editora Record, lançamento previsto para o primeiro semestre de 2011).
Várias destas peças interessam aos jornalistas, uma delas "Cómo comencé a escribir" (de 1970). Porém a mais importante, autêntica bíblia do jornalismo humanista, chama-se "Periodismo: el mejor oficio del mundo", de outubro de 1996, pronunciada perante a 52ª Assembléia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) [ver, neste Observatório, o texto traduzido].
Algumas jóias do próximo livro:
** "La grabadora oye pero no escucha."
**"…el ofício no logró evolucionar a la misma velocidad que sus instrumentos, y los periodistas se quedaron buscando el camino… en el labirinto de una tecnologia disparada sin control hacia el futuro."
** "La investigación no es una especialidad del ofício, sino que todo el periodismo tiene que ser investigativo por definición."
** "El esplendor tecnológico no corresponde con los mecanismos de participación que fortalecian el espírito en el passado."
** Las facultades de Comunicación Social… enseñan muchas cosas útiles para ele ofício, pero muy poco del ofício mismo."
** "El periodismo es una passión insaciable…nadie que no haya nascido y este dispuesto a morir por eso podría persistir en un ofício tan incompreensible y voraz."
Imperdível.