Há anos que empresas vêm abandonando ações de comunicação na mídia tradicional para usar as redes sociais, para falar com o seu público. Que mal tem o governo fazer o mesmo?
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Se prevalecesse a força dos argumentos, a estrutura da comunicação pública no Brasil, seja ela petista ou tucana, não resistiria à leitura de "O Estado de Narciso", de Eugênio Bucci, jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP).
De coadjuvantes, as redes sociais adquirem, a cada dia, maior presença na cena midiática nacional. Pesquisas tão diversas quanto as realizadas pelo Ibope e pela Fundação Perseu Abramo, do Partido dos Trabalhadores, exibem resultados semelhantes. A internet, na soma de portais, blogs e redes sociais já ultrapassa em muito o jornal como meio habitual para se informar.
A televisão abocanhou 66,99% das verbas de investimento em mídia do Governo Federal em 2014, incluindo todos os órgãos da administração direta e todas as empresas da administração indireta.
Há pouco mais de um mês, não chegou a causar surpresa a notícia de que o então secretário de Comunicação Social da presidente Dilma Rousseff (PT), Thomas Traumann, admitia em documento reservado o uso de robôs para multiplicar o conteúdo pró-governo nas redes sociais. Longe de refletir a opinião de cidadãos autônomos, mensagens são disseminadas […]
Como órgão integrante da administração pública direta da União, a Secom deve obedecer aos princípios da legalidade, da impessoalidade e da eficiência. Portanto, está obrigada a seguir a legislação, não pode adotar critérios discricionários (como a linha editorial de cada veículo) e deve buscar maximizar o alcance de suas ações de comunicação ao menor custo possível.